{"id":3442,"date":"2022-09-22T14:21:11","date_gmt":"2022-09-22T14:21:11","guid":{"rendered":"https:\/\/supremoconselhoportugal.pt\/?page_id=3442"},"modified":"2022-09-27T12:00:26","modified_gmt":"2022-09-27T12:00:26","slug":"liberdade-e-escocismo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/supremoconselhoportugal.pt\/index.php\/o-rito\/liberdade-e-escocismo\/","title":{"rendered":"Liberdade e Escocismo"},"content":{"rendered":"\n<style type=\"text\/css\" data-created_by=\"avia_inline_auto\" id=\"style-css-av-l8d052j0-f66aaa1b53b73884f9f9280889e6ccc7\">\n#top .av-special-heading.av-l8d052j0-f66aaa1b53b73884f9f9280889e6ccc7{\npadding-bottom:10px;\n}\nbody .av-special-heading.av-l8d052j0-f66aaa1b53b73884f9f9280889e6ccc7 .av-special-heading-tag .heading-char{\nfont-size:25px;\n}\n.av-special-heading.av-l8d052j0-f66aaa1b53b73884f9f9280889e6ccc7 .av-subheading{\nfont-size:15px;\n}\n<\/style>\n<div  class='av-special-heading av-l8d052j0-f66aaa1b53b73884f9f9280889e6ccc7 av-special-heading-h3 blockquote modern-quote modern-centered  avia-builder-el-0  el_before_av_textblock  avia-builder-el-first '><h3 class='av-special-heading-tag'  itemprop=\"headline\"  >Liberdade e Escocismo<\/h3><div class=\"special-heading-border\"><div class=\"special-heading-inner-border\"><\/div><\/div><\/div>\n<section  class='av_textblock_section av-l8d066j2-3b555d3a4e8c0c865ec4e6f6730a7cd6'  itemscope=\"itemscope\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\" ><div class='avia_textblock'  itemprop=\"text\" ><p style=\"font-weight: 400;\">A liberdade \u00e9 uma quest\u00e3o de compromisso. Um compromisso entre o exerc\u00edcio volunt\u00e1rio das suas op\u00e7\u00f5es, por um lado, e o respeito pelo outro e pela lei, por outro.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">O livre arb\u00edtrio \u00e9 uma quest\u00e3o de julgamento, iluminado pela consci\u00eancia, sobre as escolhas e os atos, do ponto de vista da \u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Assim, a escolha, que vem do livre arb\u00edtrio, parece estar circunscrita \u00e0 liberdade de encontrar um compromisso, o de realizar os pr\u00f3prios desejos segundo a consci\u00eancia e no respeito \u00e0 lei e ao outro.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Num plano social, costuma-se dizer que demasiada liberdade aumenta as desigualdades, que demasiada igualdade amea\u00e7a a liberdade e que, em princ\u00edpio, a fraternidade permite o ponto m\u00e9dio justo. Mas com dizer isso foi dito tudo? O que deve ser concedido a si mesmo e tolerado aos outros para ter uma liberdade rec\u00edproca razo\u00e1vel? Por tr\u00e1s do que acreditamos ser a nossa liberdade escondem-se a mentira e o desconhecimento sobre n\u00f3s mesmos, a permissividade com o nosso interesse, a indiferen\u00e7a para com os outros e a ignor\u00e2ncia ou a transgress\u00e3o da lei. De fato, a liberdade precisa, de forma consubstancial, de uma aptid\u00e3o para o auto-dom\u00ednio que dever\u00e1 ser adquirida ao longo de uma busca pessoal.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Se a \u00e9tica ma\u00e7\u00f3nica, na sua transmiss\u00e3o oral, convida a um humanismo de boa lei, os rituais do Escocismo, por outro lado, apontam progressos e regress\u00f5es, tentativas proveitosas e fracassos que pretendem ser pedag\u00f3gicos e que n\u00e3o t\u00eam outro objetivo sen\u00e3o destacar as fraquezas humanas para construir a experi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Desta forma, as sensa\u00e7\u00f5es de liberdade s\u00e3o guiadas sucessivamente pelas emo\u00e7\u00f5es, instintos, empatia ou lei moral de acordo com os graus. E os actos s\u00e3o conduzidos, dependendo dos casos, pela veem\u00eancia, pelo interesse, pela benevol\u00eancia ou pelo dever. E ent\u00e3o, como conciliar desejos, necessidade, cren\u00e7as, alteridade e humanismo?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">O grau de Aprendiz, al\u00e9m da constri\u00e7\u00e3o do sil\u00eancio e da euforia da descoberta, coloca o Ma\u00e7on ao p\u00e9 do muro que deve edificar. A esperan\u00e7a na constru\u00e7\u00e3o de um mundo melhor configura-se como o motor do devenir. Tudo est\u00e1 por refazer, como se para conjurar as frustra\u00e7\u00f5es profanas que levaram \u00e0 Ma\u00e7onaria. Um projeto est\u00e1 em andamento.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">O grau de Companheiro, como prolongamento do grau anterior, constr\u00f3i um verdadeiro espa\u00e7o de liberdade atrav\u00e9s da contribui\u00e7\u00e3o essencial do trabalho como instrumento de emancipa\u00e7\u00e3o, e para uma obra coletiva com uma dimens\u00e3o humana e solid\u00e1ria. Cada um tem o lugar simb\u00f3lico certo que deve ocupar, de acordo com suas qualidades e as suas compet\u00eancias, sob a autoridade incontest\u00e1vel de Mestres reconhecidos. Tudo parece \u00f3bvio, num mundo harmonioso. Aqui n\u00e3o h\u00e1 constri\u00e7\u00f5es aparentes, exceto as da disciplina da sauda\u00e7\u00e3o. A Arte \u00e9 a alegria dos homens livres, diz um ritual.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">O Grau de Mestre desestabiliza este edif\u00edcio, colocando em cena a parte escura do rosto humano. Saindo das suas prerrogativas e das regras estabelecidas, os Companheiros abusam da liberdade que lhes tinha sido dada e \u00e0 qual n\u00e3o souberam corresponder.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Esta tomada de poder homicida gera desordem, d\u00favidas e iniquidades. Tudo est\u00e1 para ser refeito.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os dois primeiros graus, s\u00e3o um engano \u00e0 vista de como \u00e9 o terceiro e os pr\u00f3ximos?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 4\u00ba grau, o Mestre Secreto destaca seu livre arb\u00edtrio para tentar reconsiderar o uso dos valores, para perceber uma verdade que se quer diferente da que \u00e9 commumente admitida, para aprender a pensar por si mesmo, se libertar das conting\u00eancias, dos enganos e da idolatria. Trata-se de tirar li\u00e7\u00f5es do passado, de ver o mundo de outra forma, por dever e raz\u00e3o, e discernir os verdadeiros incentivos da ac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 5\u00ba grau, o Mestre Perfeito, conservando o melhor do Mestre falecido, empreende a supera\u00e7\u00e3o do que agora j\u00e1 foi cumprido e prossegue assim a sua pr\u00f3pria liberta\u00e7\u00e3o, a sua emancipa\u00e7\u00e3o da tutela dos falsos gurus.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 6\u00ba grau, o Secret\u00e1rio \u00cdntimo, pelo seu compromisso, responsabilidade e a reconcilia\u00e7\u00e3o que encarna, favorece uma melhor compreens\u00e3o social e liberta-se das divis\u00f5es. Est\u00e1 em curso uma nova ordem, ativa e participativa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 7\u00ba grau, os Prebostes e Ju\u00edzes, aqueles que t\u00eam os planos do edif\u00edcio, mostram a sua aptid\u00e3o para comandar e controlar-se a si pr\u00f3prios, com justi\u00e7a e retid\u00e3o, ordem e conc\u00f3rdia, para evitar todo o abuso. Neste grau, estabelece-se e afirma-se, um poder regulador que tamb\u00e9m se exerce sobre si pr\u00f3prio.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 8\u00ba grau, o Encarregado de Obras mant\u00e9m e melhora o edif\u00edcio para apoiar e assegurar este novo equil\u00edbrio libertador. Tudo est\u00e1 agora como deveria.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 9\u00ba grau, o Mestre Escolhido procura libertar-se de uma parte de si mesmo atrav\u00e9s do uso da for\u00e7a de justi\u00e7a. Saciando uma vingan\u00e7a simb\u00f3lica necess\u00e1ria contra o mal escondido em seu pr\u00f3prio interior, ele tenta vencer-se, superar-se, a fim de poder forjar uma liberdade e obter a absolvi\u00e7\u00e3o de sua consci\u00eancia pela brutalidade do m\u00e9todo empregado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 10\u00ba grau, o Ilustre Escolhido dos Quinze, atrav\u00e9s de um castigo p\u00fablico exemplar, pretende a liberta\u00e7\u00e3o violenta do que pesa na sua consci\u00eancia. Embora os m\u00e9todos e regras de conduta ainda sejam desproporcionais, parece que a animalidade foi simbolicamente vencida.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 11\u00ba grau, o Sublime Cavaleiro Eleito, distribuindo as responsabilidades, institui uma administra\u00e7\u00e3o libertadora do peso das passadas iniquidades e coer\u00e7\u00f5es. Esta distribui\u00e7\u00e3o de responsabilidades, para al\u00e9m da divis\u00e3o aparente, n\u00e3o tem outro objectivo sen\u00e3o o de p\u00f4r em pr\u00e1tica sistemas de poder para alcan\u00e7ar um equil\u00edbrio regulador. O processo de justi\u00e7a est\u00e1 em andamento.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Mas qual \u00e9 a liberdade real do requerente nestes tr\u00eas graus de Eleitos, quando a sele\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com sorte, por designa\u00e7\u00e3o e por elimina\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 12\u00ba grau, muda o registo: o Grande Mestre Arquiteto desenvolve a sua vontade de se libertar das circunst\u00e2ncias aleat\u00f3rias do desenho. J\u00e1 em execu\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es e estando satisfeita a vingan\u00e7a, um novo projecto pode ser relan\u00e7ado. Ele se vira aqui deliberadamente para a transforma\u00e7\u00e3o e o universalismo. Todos podem participar: as portas j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o guardadas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Mas nada \u00e9 perene. A liberdade tamb\u00e9m depende dos outros. As sociedades, os edif\u00edcios, por mais que sejam constru\u00eddos, n\u00e3o resistem ao destino e \u00e0s lutas das civiliza\u00e7\u00f5es. O Templo, desejado como um s\u00edmbolo de poder, \u00e9 destru\u00eddo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 13\u00ba grau, o Cavaleiro do Arco Real, escravo da materialidade, explorando as ru\u00ednas do passado, mas tamb\u00e9m seus pr\u00f3prios subsolos para buscar antigas verdades, faz fronteira com os limites de seu conhecimento, cultura e entendimento para encontrar o horizonte de seu pr\u00f3prio ser, a medida de si mesmo, de sua pr\u00f3pria liberdade, a de se mover em seu espa\u00e7o interior, a de falar de As portas abrem-se sobre o indiz\u00edvel e o imposs\u00edvel, tanto pelo acaso das palavras, como pelas suas virtudes.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 14\u00ba grau, o Grande Escolhido da Ab\u00f3bada Sagrada, Perfeito e Sublime Ma\u00e7on, satisfeito com as suas descobertas, afirma a sua identidade. Mas despojado de ilus\u00f5es, deve retornar entre seus semelhantes no cativeiro da Babil\u00f4nia, cidade da escravid\u00e3o a um poder alheio, s\u00edmbolo da apar\u00eancia e da ilus\u00e3o, mundo de servid\u00f5es. No entanto, ele \u00e9 suposto ter desmistificado a cultura comumente admitida e tomado a medida do poss\u00edvel. Sem complac\u00eancia, ele se confrontou consigo mesmo para se afirmar. Ele sabe que est\u00e1 sempre preso \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o, \u00e0 sua cultura, ao seu passado, a si mesmo e aos seus semelhantes (o centro da ideia reside entre uma palavra indescrit\u00edvel e um s\u00edmbolo vazio) ; sabe que ele \u00e9 plenamente respons\u00e1vel pela sua submiss\u00e3o, pela sua sujei\u00e7\u00e3o, por necessidade quase sempre, por vezes tamb\u00e9m por compandagem ou compromisso. A palavra que pronunciar\u00e1 ser\u00e1 sem d\u00favida libertadora, pois atrav\u00e9s dos graus de perfei\u00e7\u00e3o, foi capaz de entrever as fraquezas dos seus pensamentos e dos seus actos, o sentido da sua finitude e da sua temporalidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 15\u00ba grau, os Cavaleiros do Oriente e da Espada s\u00e3o libertados por seu carcereiro, Ciro, que, temeroso pelas previs\u00f5es entrevistas em um sonho que tinha tido, os instrui na arte da guerra para deix\u00e1-los, depois, partir para reconstruir o Templo. Haveria muito a dizer de uma perspectiva psicanal\u00edtica: o carrasco \u00e9 aquele por meio do qual a liberdade pode chegar. Mas nada pode ser dado como claro, uma vez que t\u00eam de lutar contra o inimigo para passar a ponte que leva ao mundo prometido. Esta \u00abliberdade de passar\u00bb \u00e9 uma conquista coletiva, mas tempor\u00e1ria, na medida em que os construtores ainda devem lutar para reconstruir o templo, a trulla em uma m\u00e3o e a espada na outra. Aqui, \u00abliberdade de passar\u00bb re\u00fane a liberdade de pensar e de viver em comum, mas no confronto e na adversidade. O tri\u00e2ngulo emocional e dram\u00e1tico que este grau coloca em cena (Ciro dominador, Zorobabel v\u00edtima e os samaritanos como bodes expiat\u00f3rios), onde o papel de salvador passa das m\u00e3os de Ciro para as de Zorobabel e suas tropas, d\u00e1 ao desenvolvimento do tema da liberdade um rosto novo e complexo, que vai muito al\u00e9m da simples \u00abliberdade de passar\u00bb evocada A rela\u00e7\u00e3o entre os protagonistas, com quem cada um a seu tempo se pode identificar, torna-se pouco a pouco amb\u00edgua e um pouco perversa. No entanto, cada lado parece alcan\u00e7ar seu interesse, com exce\u00e7\u00e3o dos samaritanos, novos inimigos, usurpadores da identidade inicial, culpados de representar o ser antigo do qual os her\u00f3is procuram se diferenciar a todo custo, obnubilados pela reconstru\u00e7\u00e3o. Neste grau, o divino, o m\u00edstico e a magia foram superados, (plantados atrav\u00e9s da passagem e das ru\u00ednas dos dois graus precedentes), para adotar uma t\u00e1tica, uma estrat\u00e9gia guerreira de reconquista, incluindo a reedifica\u00e7\u00e3o do Templo. O ma\u00e7on tornou-se cavaleiro. Agora est\u00e1 armado, e entra na l\u00f3gica da honra e do combate.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 16\u00ba grau, o Pr\u00edncipe de Jerusal\u00e9m \u00e9 novamente obrigado a solicitar ao dominador estrangeiro, D\u00e1rio, ao outro, ao poderoso, para obter a liberdade de construir juntos a legitimidade do poder. Mais uma vez afundam-se as ilus\u00f5es de cada um ter adquirido um lugar no mundo e na pr\u00f3pria etnia. Jerusal\u00e9m simboliza o que se perdeu e o que ainda importa aqui reencontrar neste est\u00e1dio da inicia\u00e7\u00e3o: a idade de ouro, o ideal do grau de Companheiro. Mas as condi\u00e7\u00f5es mudaram. Uma autoridade de justi\u00e7a social institucionalizada concede permiss\u00e3o para trabalhar e, de facto, o poder de comandar. Legitimidade, liberdade, autoridade e comando est\u00e3o a par. A luta continua. A repress\u00e3o e as leis (mesmo que ilus\u00f3rias) mant\u00eam a cren\u00e7a em um futuro melhor.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">De certa forma, os graus 13, 14, 15 e 16 formam um todo coerente onde cada ator tem um papel particular, que evolui entre exig\u00eancias, necessidades, desejos e fantasmas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">-Nabucodonosor representa o conquistador, o poderoso, o rival agressivo e destruidor, megaloman\u00edaco e invejoso do esplendor do Templo, da sua excel\u00eancia e da sua gl\u00f3ria. Simboliza a frustra\u00e7\u00e3o, a gan\u00e2ncia e o poder. A sua for\u00e7a leva o povo dos israelitas \u00e0 prova do ex\u00edlio, como castigo por ter levantado um edif\u00edcio t\u00e3o magn\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">-Ciro aparece aos olhos dos israelitas como o libertador, o salvador. Na verdade, corro\u00eddo pelos arrependimentos e pelo medo da perda de seu poder ap\u00f3s um sonho premonit\u00f3rio em que viu Nabucodonosor acorrentado, entra em uma fase de negocia\u00e7\u00f5es, sedu\u00e7\u00f5es, manipula\u00e7\u00f5es, chantagens e cambalaches com Zorobabel, embora, por outro lado, todas as suas manobras sejam infrut\u00edferas. Se ele inicia o povo na arte da guerra para reconquistar Jerusal\u00e9m, \u00e9 porque ele considera verdadeiramente que o Templo em ru\u00ednas n\u00e3o vale uma pimenta \u00e0 vista de sua prov\u00e1vel decad\u00eancia. As suas motiva\u00e7\u00f5es n\u00e3o tinham nada altru\u00edsta.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">-D\u00e1rio encarna uma autoridade leg\u00edtima que culmina o epis\u00f3dio e permite um novo projeto de vida atrav\u00e9s da lei, o decreto. O seu interesse \u00e9 convergente com o dos israelitas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">-O povo simboliza os iniciados. \u00c9 um povo poderoso e forte, no in\u00edcio envelhecido por um Templo t\u00e3o majestoso aos olhos dos outros que desperta a sua inveja, o que acabar\u00e1 por levar os israelitas \u00e0 luta e ao ex\u00edlio. Depois, j\u00e1 submetido e escravizado, o povo manifesta-se algo masoquista, n\u00e3o tendo nada al\u00e9m de sofrimento e tornando-se respons\u00e1vel pela sua culpa. Vai evoluir ao fio da progress\u00e3o dos graus. A aldeia \u00e9 conduzida pelo mago Guibulum atrav\u00e9s do interior das ab\u00f3badas subterr\u00e2neas do Templo para recuperar as suas ra\u00edzes, tentar descobrir os mist\u00e9rios do passado e medir os limites da sua identidade. A seguir toma como chefe militar Zorobabel, que segundo o ritual, era \u00abda tribo de Jud\u00e1, pr\u00edncipe do sangue de Davi, o primeiro entre os iguais, livre por natureza e cativo infelizmente\u00bb, e que resiste ao fogo e caminha sobre as \u00e1guas&#8230;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Zorobabel, incorrupt\u00edvel, resistente \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o das riquezas e do poder em primeiro momento, conduzir\u00e1 seu povo \u00e0 vit\u00f3ria, mas sem gl\u00f3ria. No in\u00edcio, ele falha em sua luta armada, e n\u00e3o obt\u00e9m finalmente a \u00abliberdade de passar\u00bb a n\u00e3o ser abandonando aos seus advers\u00e1rios os s\u00edmbolos da delega\u00e7\u00e3o de poder (os an\u00e9is e condecora\u00e7\u00f5es) que Ciro lhe tinha concedido. Mas acima de tudo, daqui para frente vai saciar a sua vontade de poder pela reconquista e reconstru\u00e7\u00e3o do Templo em ru\u00ednas. Passa de ser v\u00edtima a ser dominador, perseguidor e assediador dos samaritanos, pensando que est\u00e1 investido da miss\u00e3o e do dever de retomar o bem dos seus antepassados. Engano, vontade deliberada ou v\u00edtima da manipula\u00e7\u00e3o de Ciro na armadilha em que ele caiu nas suas costas? Enfim, n\u00e3o tendo conseguido pela trulla que cimienta e pela espada que defende, ele remete-se ao poder e \u00e0 lei de Dario para agir, como se a for\u00e7a sozinha fosse inoperante. Novo fracasso pessoal, ou sucesso total a qualquer pre\u00e7o?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">-Os samaritanos s\u00e3o os bodes expiat\u00f3rios neste cen\u00e1rio. Na lenda, eles n\u00e3o s\u00e3o inimigos ancestrais. Habitantes de Samaria, representam 10 das 12 tribos de Israel, (que s\u00e3o listadas ao citar a perten\u00e7a dos 12 inspetores, na instru\u00e7\u00e3o do 11\u00ba grau) ; ou seja, de Samaria s\u00e3o todas as tribos com exce\u00e7\u00e3o de Jud\u00e1 e Benjamin (palavras que s\u00e3o pronunciadas como acompanhamento do toque no 15\u00ba grau). Os samaritanos, outrora, tinham contribu\u00eddo para a constru\u00e7\u00e3o do Templo, transportando os cedros do Monte L\u00edbano. Segundo Esdras (4, 1-3), eles at\u00e9 propuseram a Zorobabel e os seus para reconstruir juntos o Templo. Mas, suas ofertas foram rejeitadas pelos outros, possessivos e orgulhosos. E a partir da\u00ed, os samaritanos procurar\u00e3o maneiras de dificultar a constru\u00e7\u00e3o. Eles resistem \u00e0 espada no grau 15, para se dobrar depois, no 16\u00ba grau, sob o efeito de uma pseudo-legitimidade estrangeira, j\u00e1 que o Templo, avassalado, permanece como propriedade da Babil\u00f4nia&#8230; (Demos que n\u00e3o s\u00e3o citados no ritual de 15 de Bordeaux, e que s\u00e3o os inimigos a combater sobre a ponte do Eufrates no ritual do site da jurisdi\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, este povo e seus l\u00edderes com os quais o ma\u00e7on iniciado deve ser identificado, s\u00e3o v\u00edtimas de outros ou v\u00edtimas de si mesmos? S\u00e3o carrascos de si mesmos ou carrascos de outros? Qual \u00e9 a margem de manobra que os rituais lhes deixam? Diz-se que os ritos servem para preservar a paz nas sociedades primitivas, mas que t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de condicionar as pessoas em nossas sociedades chamadas civilizadas! S\u00e3o, ent\u00e3o, objecto do seu destino, da sua obstina\u00e7\u00e3o em construir e reconstruir um Templo que consideram demasiado sacralizado? Eles s\u00e3o manipulados pelo seu ambiente, pela sociedade e pelas suas leis? A arte da guerra, o manuseio das armas, no que foram iniciados, realmente lhes serviu? Est\u00e1gio inici\u00e1tico necess\u00e1rio, alguns responder\u00e3o, como para provar o seu sentido guerreiro&#8230;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 17\u00ba grau, muda a decora\u00e7\u00e3o: o Cavaleiro do Oriente e do Ocidente encarna o justo, em consci\u00eancia consigo mesmo, aquele que pensa e age sem erro nem desvio, aquele que retificaram in\u00fameras vezes e que pode assim julgar com toda a serenidade porque est\u00e1 libertado das suas conting\u00eancias individuais. Ele \u00e9 livre e forte o suficiente para aceitar todas as destrui\u00e7\u00f5es. \u00abHaver\u00e1 sempre uma porta aberta diante dele e que ningu\u00e9m poder\u00e1 fechar\u00bb, diz o ritual. As verdades seladas do livro interior para si (mist\u00e9rios do c\u00e9u, enigmas das origens, perspectivas insond\u00e1veis do futuro: fim dos tempos, julgamento final dos homens, chegada de um novo tempo) abrem-se num estrondo apocal\u00edptico que os seres livres, puros e fortes s\u00e3o capazes de superar, enquanto os \u00edmpios ser\u00e3o simbolicamente punidos A liberdade \u00e9 posta \u00e0 prova pela destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Mas mudar o homem n\u00e3o \u00e9 mudar o mundo. Desordens e iniquidades perduram. Os Templos est\u00e3o novamente demolidos e, pior ainda, as ferramentas foram dispersas. Conv\u00e9m desenhar um novo ensino e aprender a viver de outra forma, sem templo, e logo no vagabundeio e no nomadismo. Assim \u00e9 a vida.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 18\u00ba grau, o Cavaleiro Rosa-Cruz n\u00e3o precisa de um espa\u00e7o sagrado: o templo est\u00e1 destru\u00eddo, est\u00e1 (finalmente) aberto e n\u00e3o voltar\u00e1 a fechar imediatamente. A liberdade parece toda inteira na liberta\u00e7\u00e3o do jugo e no abandono (provis\u00e3o!) da crescente obsess\u00e3o que se teve pelo Templo ao longo dos graus, j\u00e1 que ele n\u00e3o era um fim em si mesmo, mesmo que fosse apenas simb\u00f3lico. E ningu\u00e9m duvida que o Templo substituto, seja m\u00edstico, prof\u00e9tico ou ext\u00e1tico, n\u00e3o \u00e9 mais do que um beco sem sa\u00edda para bastantes de n\u00f3s. A concha necess\u00e1ria no processo inici\u00e1tico para realizar uma acultura\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao mundo profano deixou de ser \u00fatil. Tudo se tornou transparente, a abertura quebra as barreiras entre o interior e o exterior. A liberdade interior permite e disponibiliza a alteridade. Uma nova lei, mais humanista e mais forte, abre as perspectivas de um mundo novo. Impulsionado pela f\u00e9, portador de uma palavra de esperan\u00e7a, libertado de si mesmo, o Cavaleiro poder\u00e1 talvez trabalhar para a melhoria da sociedade. Mas qual \u00e9 a parte de liberdade que resta aos ma\u00e7ons, que t\u00eam deste grau uma vis\u00e3o sacrificial e dolorida, apesar do lema ritual que diz \u00abtenho esse prazer\u00bb? Liberdade para se sacrificar ou simples exerc\u00edcio do dever? Em que momento o dever se torna sacrif\u00edcio?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">A emancipa\u00e7\u00e3o progressiva vivida no curso destes graus capitulares proporciona toda a sua qualidade ao Iniciado que, do \u00abmuito bom ma\u00e7om\u00bb reconhecido nas Lojas de Perfei\u00e7\u00e3o, torna-se no Franc-Massan, o Ma\u00e7om emancipado do grau 18, tal como foi prometido pelo cursus ma\u00e7\u00f3nico. A for\u00e7a foi abandonada (provisariamente), para ampliar a alteridade, o altru\u00edsmo, o agap\u00e9. Mas a empatia e a ac\u00e7\u00e3o altru\u00edsta s\u00e3o suficientes para a constru\u00e7\u00e3o de um mundo melhor e mais progressista? Se esta fase capitular constitui o cora\u00e7\u00e3o do processo inici\u00e1tico, ningu\u00e9m duvida que a continua\u00e7\u00e3o da inicia\u00e7\u00e3o seja necess\u00e1ria para desenvolver o m\u00e9todo simb\u00f3lico indispens\u00e1vel para a a\u00e7\u00e3o individual e social. Ser\u00e3o abertas m\u00faltiplas vias que precisam de ser conhecidas para fazer bom uso delas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 19\u00ba grau, o Grande Pont\u00edfice n\u00e3o bate mais sobre pontes, mas constr\u00f3i-as para relacionar as duas margens, os dois mundos. \u00c9 ele quem d\u00e1 agora a liberdade de passar. \u00c9 um mediador que abre caminhos para uma espiritualidade, mas, n\u00e3o hes duvidemos, a Jerusal\u00e9m celeste do ritual, edif\u00edcio m\u00edstico para alguns, n\u00e3o substituir\u00e1 as ru\u00ednas do antigo templo. N\u00e3o ser\u00e1 mais do que uma esperan\u00e7a, uma promessa, uma cren\u00e7a, uma ideologia, uma ilus\u00e3o suplementar. Mas que, tamb\u00e9m, faz parte do nosso imagin\u00e1rio antropol\u00f3gico, cultural e cultual.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 20\u00ba grau, o Mestre Ad Vitam parece ter a eternidade do mestrado \u00e0 sua frente. Isto \u00e9 um engano, uma ilus\u00e3o, a reminisc\u00eancia de pr\u00e1ticas do in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, ou \u00e9 uma possibilidade adquirida pela sabedoria? Se ele carrega nele a luz de seus antepassados, como diz o ritual, seria lament\u00e1vel que ele tomasse a liberdade de abusar. Nada \u00e9 perene, tudo n\u00e3o \u00e9 mais do que tentativa e provisionalidade, mas existem as tenta\u00e7\u00f5es de poder.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 21\u00ba grau, o Cavaleiro Prussiano sofre o fracasso de ter querido construir uma torre que chegasse at\u00e9 as portas do c\u00e9u (como tinha sido rejeitado \u00e0 porta do seu infinito no grau 14), para se reencontrar jogado nas minas prussianas de sal. A liberdade tem seus limites, tanto nas profundezas quanto nas alturas, mas \u00e9 preciso ous\u00e1-se explor\u00e1-las para tomar o m\u00e1ximo poss\u00edvel, com o risco de dispers\u00e3o e ex\u00edlio.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 22\u00ba grau, o Pr\u00edncipe do L\u00edbano, armado com um Machado Real, corta os cedros, pois eles n\u00e3o podem subir at\u00e9 o c\u00e9u. Sua utilidade \u00e9 maior sobre a terra, para apoiar e construir&#8230;Quebra assim os la\u00e7os com o ilus\u00f3rio, desembara\u00e7o do in\u00fatil para se libertar e encontrar o uso justo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 23\u00ba grau, o Chefe do Tabern\u00e1culo v\u00ea os limites da raz\u00e3o e perde uma parte de sua liberdade na medida em que prefere sacrif\u00edcios e oferendas que certamente manifestam cren\u00e7as m\u00e1gicas. Este regresso para tr\u00e1s, \u00e0 travessia do deserto, evoca bem a marca com que est\u00e1 marcado o esp\u00edrito e a sua parte irreflexiva, disposta a pr\u00e1ticas idol\u00e1tricas que se poderiam acreditar esquecidas. O nosso inconsciente \u00e9 tamb\u00e9m o nosso destino e muitas vezes nos maneja sem que saibamos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 24\u00ba grau, o Pr\u00edncipe do Tabern\u00e1culo, disposto a santificar o Templo, desvia-se nos mesmos h\u00e1bitos supersticiosos diante da atitude an\u00f3mala do indestrut\u00edvel Salom\u00e3o, capaz de colocar a institui\u00e7\u00e3o em perigo. N\u00e3o s\u00f3 os limites est\u00e3o postos, mas as regress\u00f5es s\u00e3o sempre poss\u00edveis. O iniciado sair\u00e1, no entanto, engrandecido, libertado da idolatria que consagrava a imagem de \u00abjuiz implac\u00e1vel\u00bb cuja sabedoria emblem\u00e1tica j\u00e1 estava deca\u00edda no final dos seus dias. Tudo passa. N\u00e3o se v\u00ea olhar novamente com os mesmos olhos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 25\u00ba grau, o Cavaleiro da Serpente de Aira\u00edn est\u00e1 libertado das suas correntes que s\u00e3o um obst\u00e1culo \u00e0 sua liberdade, para efetuar a sua ascens\u00e3o \u00e0 montanha e enfrentar o r\u00e9ptil que cura as mordidas da vida. Mas o talism\u00e3 que o ergue com a cobra ao redor do Tau n\u00e3o deve se tornar um novo amuleto, uma nova supersti\u00e7\u00e3o que ainda o aprisionaria&#8230; Poderoso s\u00edmbolo de vida e de esperan\u00e7a necess\u00e1ria ou pequenez e neglig\u00eancia de um esp\u00edrito fetichista que precisa usar amuletos como apoio ?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 26\u00ba grau, o Escoc\u00eas Trinit\u00e1rio, Pr\u00edncipe de Miseric\u00f3rdia, procura livrar-se do seu medo moral e f\u00edsico, agora que escolheu atirar-se ao vazio, mas percebe claramente a sua depend\u00eancia do mundo material, durante a ascens\u00e3o pela escala das virtudes teologais que leva a um terceiro c\u00e9u perfeito, aberto, mas que resta a explorar. No entanto, a Verdade estabelecida em pal\u00e1dio neste grau, embora possa redimir do erro, tamb\u00e9m n\u00e3o deve ser reduzida a outra idolatria, porque asas de que o destinat\u00e1rio est\u00e1 revestido n\u00e3o lhe permitiriam o voo&#8230; Ele permanece amarrado durante o salto, ligado \u00e0 vida, mesmo que talvez se encontre algo mais forte diante do seu destino. O terceiro c\u00e9u \u00e9 deste mundo?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Estes 4 graus adicionados ao rito de Perfei\u00e7\u00e3o, provenientes da Ordem dos Escoceses Trinit\u00e1rios, cercam com um fetichismo ligado a antigos cultos que conv\u00e9m relativizar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 27\u00ba grau, o Grande Comendador do Templo ter\u00e1 as m\u00e3os livres dos seus obst\u00e1culos tal como ser\u00e1 anunciado: \u00abDeclaro-vos desligado do jugo da servid\u00e3o dos homens, n\u00e3o estar\u00e3o mais submetidos a nenhum irm\u00e3o, todos vos respeitar\u00e3o, n\u00e3o vos iguala mais do que o vosso soberano Tribunal\u00bb. Igualdade, respeito, liberdade, e deveres rec\u00edprocos, s\u00e3o os valores cardeais deste grau reunidos em torno de uma mesa redonda.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 28\u00ba grau, o Cavaleiro do Sol liberta-se das suas \u00faltimas ilus\u00f5es, atrav\u00e9s de um retorno \u00e0s Leis da Natureza, onde \u00abo mal e as suas manifesta\u00e7\u00f5es fazem parte da harmonia universal\u00bb e onde \u00abtoda harmonia \u00e9 renovada incessantemente pelo jogo de for\u00e7as contr\u00e1rias\u00bb, (mesmo que estas no\u00e7\u00f5es tenham sido introduzidas tardiamente). \u00c9 por isso que alguns rituais deixam a liberdade necess\u00e1ria para entrever a mesma a\u00e7\u00e3o de acordo com dois pontos de vista opostos (um interessado e vil, o outro humanista e s\u00e1bio), como descida do pedestal ed\u00eanico no qual os homens se colocam com muita frequ\u00eancia. \u00c9 preciso decidir ver o mundo e os homens como eles s\u00e3o. Sem angelismo, um simples restabelecimento l\u00facido da perfectibilidade do homem, a\u00ed est\u00e1 o capital da Ma\u00e7onaria. A viol\u00eancia parece inscrita em nossos genes e a Verdade est\u00e1 toda inteira contida em nosso cora\u00e7\u00e3o, onde se refugiou por medo do que os homens fizeram. N\u00e3o se manifesta mais do que se se sabe encontrar e libertar, para al\u00e9m do bem e do mal.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 29\u00ba grau, o Grande Escoc\u00eas de Santo Andr\u00e9, cavaleiro construtor, comete o erro de querer impor a sua verdade em lugares orientais habitados por outros costumes, outras cren\u00e7as. Infiltrados pelo inimigo, os Cavaleiros retornam, acolhidos como vencedores na Esc\u00f3cia. Os limites \u00e0 liberdade s\u00e3o novamente colocados, onde as cren\u00e7as ou a raz\u00e3o se tornam dogma. \u00abVender a pura raz\u00e3o, servir a Verdade, proteger a Virtude, combater pelo Direito\u00bb, que s\u00e3o os credos do grau, n\u00e3o s\u00e3o universaliz\u00e1veis a n\u00e3o ser na medida do respeito a outras culturas. Assim mostra-se que \u00e9 preciso saber voltar das viagens necess\u00e1rias, que n\u00e3o devem limitar-se a guerras ideol\u00f3gicas, santas ou colonialistas (ou de conquista mercantil, poderia ser acrescentado hoje).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Este terceiro ponto de retorno (ap\u00f3s os graus 13 e 21) n\u00e3o ser\u00e1 o \u00faltimo do processo, o degrau mais alto da escada no grau seguinte ser\u00e1 outro.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 30\u00ba grau, o Cavaleiro Kadosh, que clama \u00abFa\u00e7a o que deve, aconte\u00e7a o que acontecer\u00bb, parece conquistado por uma liberdade total, a de um vigilante, que procura repara\u00e7\u00e3o a partir de um acampamento itinerante. A progress\u00e3o inici\u00e1tica, com seus conhecimentos adquiridos, suas virtudes comprovadas e seus v\u00edcios reprovados, poderia assim permitir a a\u00e7\u00e3o em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00abpot\u00eancias do mal\u00bb. O Cavaleiro Kadosh, que procura \u00aba luz da liberdade para aqueles que n\u00e3o abusam dela\u00bb, n\u00e3o se contenta em estar sujeito a uma legisla\u00e7\u00e3o, \u00e9 um legislador. Em \u00absoldado do universal\u00bb, prescreve-se a lei a que obedece para alcan\u00e7ar a sua liberdade. Uma vez que a liberdade n\u00e3o pode existir fora de toda a lei. Tendo a raz\u00e3o como juiz da moral, o homem tem a faculdade de se dar a si mesmo a lei que n\u00e3o pode encontrar em ningu\u00e9m sen\u00e3o em si mesmo. A sua consci\u00eancia d\u00e1-lhe um aumento da sua autonomia pela sua pr\u00f3pria determina\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a esta lei, para o seu bom uso na ac\u00e7\u00e3o. Mas como o Cavaleiro Kadosh, na sua cruzada e combate reparadores, na sua conjura\u00e7\u00e3o dos feiti\u00e7os, pode orgulhar-se da sufici\u00eancia do seu dever, da inoc\u00eancia da sua inten\u00e7\u00e3o, da retid\u00e3o da sua ac\u00e7\u00e3o, da impunidade das consequ\u00eancias dos seus actos, quando, embora sejam puras as suas armas, podem virar-se contra ele? A convic\u00e7\u00e3o, mesmo que seja l\u00facida, \u00e9 suficiente para justificar a a\u00e7\u00e3o? E este nec plus ultra que domina os conhecimentos, os valores e as virtudes da escala, est\u00e1 no auge da consci\u00eancia do ma\u00e7on Escoc\u00eas ou melhor, no abismo da sua indig\u00eancia?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 31\u00ba grau, o Grande Inquisidor Comendador adquire a liberdade de julgar no Grande Tribunal do mundo, mas com equidade e responsabilidade, portanto, sem pronunciar senten\u00e7a. A liberdade do grau consiste em interpretar a lei, ignorando os casos particulares, para apagar as desigualdades. Mas exercer a sua faculdade de julgar, \u00e9 tamb\u00e9m saber discernir no limite do entendimento, de acordo com um esquema de leitura \u00e9tica da vida e dos valores morais de refer\u00eancia. Al\u00e9m disso, a liberdade est\u00e1 subordinada aos princ\u00edpios judiciais inerentes aos costumes, e mais ainda, ao humano. O ma\u00e7om reencontra neste grau um lugar pacificado, onde a lei e a justi\u00e7a substituem os combates tr\u00e1gicos da liberdade contra a fatalidade. A ordem \u00e9 simbolicamente restabelecida. \u00c9 o fim da vingan\u00e7a, do castigo, da justi\u00e7a arcaica, seja salom\u00f3nica ou divina, que faziam o of\u00edcio do destino. Uma nova fun\u00e7\u00e3o de regula\u00e7\u00e3o e modera\u00e7\u00e3o tomou o seu lugar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 32\u00ba grau, o Valeroso e Sublime Pr\u00edncipe do Real Segredo, pratica uma arte de viver fundamentada em um ideal de liberdade razo\u00e1vel, j\u00e1 que saber fazer e saber o que fazer s\u00e3o coisas que v\u00e3o a par. Mas, se o ritual evoca uma converg\u00eancia solid\u00e1ria e uma aten\u00e7\u00e3o \u00e0s circunst\u00e2ncias, \u00e9 para prosseguir o combate pelo \u00abdireito \u00e0 liberdade de consci\u00eancia\u00bb no campo do compromisso, objetivo final, onde se procurar\u00e1 estar disposto a assentar o Templo inicial convertido em cidadela, j\u00e1 reconstru\u00edda, fortificado e ocupado por outras comunidades de pensamentos e convic\u00e7\u00f5es diferentes, inimigos ancestrais. A luta cont\u00ednua e a guerra n\u00e3o ter\u00e3o sa\u00edda a n\u00e3o ser para aqueles que morrem. \u00abEu fui o que voc\u00ea \u00e9, e voc\u00ea ser\u00e1 o que eu sou\u00bb lembra-se utilmente do ritual. O homem parece condenado a vigiar e guerrear pela sua sobreviv\u00eancia, mas tamb\u00e9m pelas cren\u00e7as, mesmo pelas ideologias com as quais se identifica.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">A Ma\u00e7onaria fundamenta o seu m\u00e9todo inici\u00e1tico sobre o tema da constru\u00e7\u00e3o de um edif\u00edcio solidamente ancorado, depois continua com o tema de sua apropria\u00e7\u00e3o por todos os meios, tentando uma posse sedent\u00e1ria que \u00e9 ilus\u00f3ria, para terminar, depois, em ex\u00edlios e destrui\u00e7\u00f5es, em reconstru\u00e7\u00f5es e fracassos, em um deambular n\u00f3mada Este \u00e9 o destino do Ma\u00e7onaria? Libertar suas frustra\u00e7\u00f5es ou sua agressividade na probabilidade, bater por ou contra qualquer coisa, ser for\u00e7ado a destruir, destruir o que os outros constru\u00edram, destruir (voluntariamente ou n\u00e3o) o que ele mesmo construiu, seja qual for o custo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Esta an\u00e1lise esquem\u00e1tica, limita a esperan\u00e7a de liberdade do iniciado, her\u00f3i tr\u00e1gico no caminho do devenir?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">No 33\u00ba grau, o Soberano Grande Inspetor Geral est\u00e1 dividido entre o sentimento de culmina\u00e7\u00e3o de um percurso j\u00e1 terminado e o sentimento de perspectiva de um ciclo a recome\u00e7ar incessantemente em um mundo aberto. O grau convida a olhar com lucidez para a evolu\u00e7\u00e3o ma\u00e7\u00f3nica para perceber que um grau n\u00e3o chega para se sobrepor ao anterior. O compromisso com a Ordem incita a pratic\u00e1-los todos simultaneamente, como se uma frente contendo passado e presente avan\u00e7asse na temporalidade, para um futuro promissor. A liberta\u00e7\u00e3o, enquanto \u00e9 realizada, n\u00e3o \u00e9 praticada pelo esquecimento, mesmo que o percurso convide a depurar os conhecimentos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">A liberdade do Escocismo \u00e9 antes de tudo compromisso e responsabilidade num mundo improv\u00e1vel em curso, e todos os graus cont\u00eam a sua parte de verdade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">De facto, se a maioria dos graus p\u00f5e em perspectiva uma liberdade apoiada pela consci\u00eancia de uma vontade razo\u00e1vel, s\u00e3o interrompidos por outros menos humanistas, mas tamb\u00e9m humanos (demasiado humanos, talvez !), que encenam a satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades imediatas, frequentemente pela for\u00e7a e pela viol\u00eancia. Estes \u00faltimos, cuja origem pode ser atribu\u00edda \u00e0s necessidades, mas sem d\u00favida tamb\u00e9m essencialmente \u00e0s cren\u00e7as, s\u00e3o frequentemente saldados em fracassos formadores que relan\u00e7am a epopeia do Escocismo. Outros graus, em cujo fundamento est\u00e1 a consci\u00eancia de um mundo maior do que a si pr\u00f3prio, destacam a abertura do esp\u00edrito e a alteridade. H\u00e1 outros, por \u00faltimo, que exacerbam a express\u00e3o necess\u00e1ria do ego e o horizonte da sua finitude em que a liberdade est\u00e1 circunscrita.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">O percurso ma\u00e7\u00f3nico do REAA, atrav\u00e9s do seu simbolismo, suas encena\u00e7\u00f5es e seus mitos, faz assim aparecer as facetas de uma Liberdade complexa, n\u00e3o monol\u00edtica e incessantemente posta em quest\u00e3o. E, portanto, o sentido filos\u00f3fico do percurso permite pensar que o Ma\u00e7on tem a voca\u00e7\u00e3o de ser um homem justo, um fazedor de leis, que deve criar \u00e0 medida que avan\u00e7a pelo caminho da vida. Em contraponto, a postura do Ma\u00e7on nos Consist\u00f3rios, os \u00faltimos espa\u00e7os de trabalho no REAA, d\u00e3o a impress\u00e3o de que o percurso inici\u00e1tico, longe de o ter mudado, lhe proporcionou, pelo contr\u00e1rio, as armas e os instrumentos necess\u00e1rios para o confortar nas suas convic\u00e7\u00f5es iniciais. Apenas o seu olhar sobre si mesmo e sobre o mundo muda, mas o seu foro interno permanece imut\u00e1vel. Melhor equipado e melhor armado, aguerrido na arte da ret\u00f3rica, frequentemente revestido com sua roupa de pensamento ma\u00e7\u00f3nico, saber\u00e1 usar a eloqu\u00eancia necess\u00e1ria para explicar o que \u00e9 ele, no que acredita, com as refer\u00eancias culturais adquiridas em loja, mas sem fundo \u00e9tico, aquele que permitiu sua coopta\u00e7\u00e3o inicial no seio da Ordem, para continuar sendo ele mesmo. De fato, assim que o consenso humanista \u00e9 superado no discurso em Loja, cada um permanece acampado em suas posi\u00e7\u00f5es. As convers\u00f5es s\u00e3o raras, sejam elas progressivas ou cat\u00e1rticas. Parece verificar aqui o ad\u00e1gio que diz: \u00abVoc\u00ea se torna o que \u00e9, porque \u00e9 o que se tornou\u00bb. As cren\u00e7as de cada um s\u00e3o, em \u00faltima an\u00e1lise, o motor da exist\u00eancia, o que permanece em si mesmo, sem que saibamos verdadeiramente o porqu\u00ea.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, a ma\u00e7onaria \u00e9 um \u00e1libi para se dar uma boa consci\u00eancia humanista?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">A vida \u00e9 uma luta permanente, contra a entropia para todos, mas tamb\u00e9m contra o medo para alguns (menos afortunados ?), que lutam contra si mesmos e contra os outros para existir. Combates necess\u00e1rios ou gesticula\u00e7\u00f5es v\u00e3s? Combates med\u00edocres ou bons sentimentos? E, portanto, \u00e9 a este pre\u00e7o que as liberdades s\u00e3o conquistadas. Um ser que perde a sua energia vital perde o seu lugar entre os seus cong\u00e9neres; \u00e9 a dura lei da evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. Tamb\u00e9m se pode estimar, na aus\u00eancia de outras explica\u00e7\u00f5es, que haveria um instinto salvador, frequentemente belicista, superior \u00e0 legalidade, que se transluce nos costumes e que escapa \u00e0 cogni\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 necess\u00e1rio para sobreviver. As lutas confirmam-nos que vivemos, e a ma\u00e7onaria n\u00e3o escapa destes combates. Teoricamente n\u00e3o submetido, o Ma\u00e7on deve, no entanto, defender-se do que se chama a Ordem, no\u00e7\u00e3o por outro lado mas\u00f3nicamente vaga, com o risco de comprometer uma parte da sua liberdade. Assim, as lutas s\u00e3o imorais no grau 3\u00ba para adquirir um poder ilus\u00f3rio, vingativo nos graus 9\u00ba e 10\u00ba para reencontrar um equil\u00edbrio psicol\u00f3gico, \u2013 ao mesmo tempo guerreiro, salvador e ilus\u00f3rio nos graus 15 e 16 \u2013, para encontrar uma liberdade t\u00e3o esperada e poder continuar construindo, como reparadores no grau 30, e conquistadores nos graus 29 e 32,<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Curioso destino o do homem, que se acredita livre mas que n\u00e3o faz mais do que \u00abdan\u00e7a acorrentado\u00bb&#8230; S\u00f3 a sua consci\u00eancia e o seu livre arb\u00edtrio podem ser os seus guias. Mas que liberdade se pode esperar do necess\u00e1rio e da a\u00e7\u00e3o contingente? N\u00f3s dispomos liberdade para nossas elei\u00e7\u00f5es? Freud responde a esta quest\u00e3o com um pessimismo realista, sem d\u00favida parcial, levantando a reflex\u00e3o de que \u00abo livre arb\u00edtrio \u00e9 a escolha da neurose\u00bb. Esta ideia de liberta\u00e7\u00e3o na constri\u00e7\u00e3o mostra em resumo que o homem \u00e9 prisioneiro da sua condi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode ultrapassar a altura do mito e da cultura que gera, e na espesura da linguagem, op\u00f5e-se muito frequentemente \u00e0 busca da palavra verdadeira, \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o do sentido aprisionado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00abSem solo, sem ordem, sem origem, o ser n\u00e3o \u00e9 nada, disse Heidegger, \u00e9 necess\u00e1rio ter uma hist\u00f3ria\u00bb<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00abA vida, quando n\u00e3o \u00e9 sofrimento, \u00e9 jogo\u00bb, declara Cioran e, qualquer que seja o meio empregado (ordem, viol\u00eancia, for\u00e7a, altru\u00edsmo, amor), a liberdade situa-se entre cren\u00e7a, desejo e necessidade. A sabedoria n\u00e3o \u00e9, finalmente, mais do que uma aceita\u00e7\u00e3o, um compromisso com o destino, ao mesmo tempo que a disciplina dos desejos? Tudo bem, que a nossa liberdade de pensar seja reivindicada, enquanto estamos dotados de raz\u00e3o e esp\u00edrito cr\u00edtico, de vontade e determina\u00e7\u00e3o, mas estamos simplesmente condenados a esperar&#8230;<\/p>\n<\/div><\/section>\n<div class='avia-data-table-wrap av-1gcyfw2-4c808587cb120a3d568d35ffa75258af avia_responsive_table avia-table-1'><table  class='avia-table avia-data-table avia_pricing_default  avia-builder-el-2  el_after_av_textblock  avia-builder-el-last '  itemscope=\"itemscope\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/Table\" ><tbody><tr class='avia-heading-row'><th class=''>Mundo intelig\u00edvel<\/th><th class=''>Mundo sens\u00edvel<\/th><th class=''>Mundo intuitivo<\/th><th class=''>Mundo inconsciente<\/th><\/tr><tr class=''><td class=''>Consci\u00eancia de uma vontade razo\u00e1vel<\/td><td class=''>Satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades imediatas<\/td><td class=''>Consci\u00eancia de um mundo maior do que a si mesmo\t<\/td><td class=''>Express\u00e3o do ego<br \/>\n<\/td><\/tr><tr class=''><td class=''>Agir por dever<\/td><td class=''>atuar por interesse<\/td><td class=''>Agir por compaix\u00e3o\t<\/td><td class=''>Agir por impulsos<br \/>\n<\/td><\/tr><tr class=''><td class=''>A lei moral obriga<\/td><td class=''>Os instintos guiam\t<\/td><td class=''>A empatia \u00e9 o que prima\t<\/td><td class=''>A emo\u00e7\u00e3o conduz<br \/>\n<\/td><\/tr><tr class=''><td class=''>Humanismo<\/td><td class=''>Necessidades e Cren\u00e7as\t<\/td><td class=''>Benevolencia<\/td><td class=''>Desejos<\/td><\/tr><tr class=''><td class=''>1, 2, 4, 6, 7, 8, 11, 12, 15, 16, 17, 20, 22, 30, 31, 32, 33<br \/>\n(27, 28)<\/td><td class=''>3, 9, 10, 21, 23, 24, 25, 29<br \/>\n(28)<\/td><td class=''>5, 18, 19, 26<br \/>\n(27, 28)<\/td><td class=''>13, 14<br \/>\n(28)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/div><style type='text\/css'>.avia-table-1 td:nth-of-type(1):before { content: 'Mundo intelig\u00edvel'; } .avia-table-1 td:nth-of-type(2):before { content: 'Mundo sens\u00edvel'; } .avia-table-1 td:nth-of-type(3):before { content: 'Mundo intuitivo'; } .avia-table-1 td:nth-of-type(4):before { content: 'Mundo inconsciente'; } <\/style>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":3417,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-3442","page","type-page","status-publish","hentry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/supremoconselhoportugal.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3442","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/supremoconselhoportugal.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/supremoconselhoportugal.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/supremoconselhoportugal.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/supremoconselhoportugal.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3442"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/supremoconselhoportugal.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3442\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3602,"href":"https:\/\/supremoconselhoportugal.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3442\/revisions\/3602"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/supremoconselhoportugal.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3417"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/supremoconselhoportugal.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}